BLOG DO PROFESSOR EUGÊNIO


CRÔNICA: PROTOCOLO E BOAS MANEIRAS

                                                                                                       

                                                                                    UMA QUESTÃO DE PROTOCOLO

 

            Existem várias definições para o termo “protocolo”, que variam, sobretudo, em função do contexto em que é utilizado, mas, em todas elas, são evidentes os elos conceituais capazes de convergi-las, relacionados às normas de conduta e procedimentos, à boa educação, ao autocontrole e à civilidade.

            Exemplos do cumprimento de protocolos e, principalmente, do seu descumprimento, existem aos montes, percebidos diariamente nas nossas relações sociais, profissionais e familiares.

            Registra-se que, a exigência do cumprimento de protocolos, extrapola quaisquer diferenças existentes entre as pessoas, sejam elas políticas, religiosas, sociais ou culturais.

             Vejamos alguns exemplos do cumprimento e da quebra de protocolos...

            Recentemente tomou posse, como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o Ministro Carlos Augusto Ayres, para um mandato de sete meses em função da sua aposentadoria compulsória, tendo como vice-presidente da mais alta Corte do país o Ministro Joaquim Barbosa.

CUMPRIMENTO DO PROTOCOLO: Os poderes executivo e legislativo se fizeram representar na solenidade de posse, cumprindo o protocolo, inclusive com a presença da presidente e do vice-presidente da república, independentemente de apreciarem ou não a pessoa dos empossados ou terem com eles qualquer vínculo de amizade ou inimizade. O protocolo até poderia ser mantido com o envio de representantes, mas, a Presidente Dilma Rousseff fez questão de homenagear o novo presidente da mais alta corte do judiciário. 

DESCUMPRIMENTO DO PROTOCOLO: Antes, durante e após o ato de posse do novo presidente da Corte, o ex-presidente do STF, Ministro Cézar Peluzo e o novo vice-presidente do STF, Ministro Joaquim Barbosa, trocaram, publicamente, duras críticas entre si, numa clara demonstração da ausência das boas maneiras que se espera das pessoas em geral, e, em especial, dos ocupantes de tão alto cargo público.

            O Centro Universitário de Caratinga – UNEC prima por ser palco dos mais diversos acontecimentos culturais e sociais, quer seja através da cessão de seu espaço às mais diversas instituições e organizações sociais, quer seja através da realização de seus próprios e inúmeros eventos educacionais.

CUMPRIMENTO DO PROTOCOLO: A Reitoria do Centro Universitário, nos eventos externos, realizados em seu campus, quando convidada, sempre se faz representar, assim como se faz presente na totalidade dos eventos promovidos por ela própria. Aliás, na maioria esmagadora das vezes, a representação se dá através do próprio Reitor, Professor Dr.h.c. Antônio Fonseca da Silva, exemplo na arte do cumprimento protocolar.

 

DESCUMPRIMENTO DO PROTOCOLO: Nessas mesmas solenidades, já se tornou lugar comum o não comparecimento de algumas autoridades externas e, outras, da própria instituição, protocolarmente convidadas, sendo que, algumas delas sequer justificam sua ausência, mesmo quando o tema do evento se relaciona diretamente com a suas respectivas áreas de atuação. Se até mesmo os convites feitos, tendo em vista, apenas, o fiel cumprimento do protocolo devem ser aceitos ou, pelo menos, justificados, o que se dizer quando o convite é feito aos ocupantes de cargos cujas funções se relacionam diretamente aos eventos que ali acontecem. 

            Há poucos dias, tive a oportunidade de participar de um brilhante evento, muito bem elaborado, em comemoração aos oitenta anos da fundação da Subseção da OAB de Caratinga, realizada no salão de festas do América Futebol Clube.

CUMPRIMENTO DO PROTOCOLO: Cerimonial impecável, com o anfitrião da festa acolhendo os convidados na entrada do salão, com as autoridades se posicionando e fazendo uso da palavra no tom e na medida certos. Os cumprimentos aos componentes da mesa diretora dos trabalhos foram feitos pela ordem de importância em relação ao evento e foram utilizados todos os protocolos cerimoniais no tratamento às autoridades.

DESCUMPRIMENTO DO PROTOCOLO: A maior parte da platéia buscou, com muita dificuldade, prestar atenção aos pronunciamentos, já que uma pequena parte – também na condição de convidados-, conversavam e faziam com que o burburinho dificultasse a atenção dos interessados. Aqui, na verdade, a quebra de protocolo beira mesmo a falta de boas maneiras. É de se registrar que tal fato é, apenas, uma imitação do que ocorre, rotineiramente, no Congresso Nacional, onde se observa a total falta de educação de deputados e senadores quando do uso da palavra, na tribuna, por um dos membros da casa. 

            Acompanhamos, pela televisão, a posse de Aluisio Palhares no cargo de Prefeito de Caratinga e, posteriormente, a sua chegada ao gabinete. Sem entrar em qualquer discussão acerca do processo “sai prefeito, cidade sem prefeito e entra prefeito” que tem colocado a cidade em uma situação próxima do ridículo, registra-se a costumeira polidez e cumprimento de protocolo do novo prefeito, inclusive no cuidado com seus pronunciamentos, bem como o protocolo que pode ser observado quando da transmissão do espaço e das informações à nova equipe, conduzido de forma brilhante, educada e tranquila pela Secretária da Fazenda Angelita Lelis. 

            Um outro registro interessante em relação ao cumprimento de protocolo é o que ocorre nas competições esportivas e nas relações diplomáticas, onde adversários de determinados esportes e mandatários de nações em guerra, quando da necessidade de se encontrarem, cumprem os rituais básicos da civilidade.

            Protocolo tem o significado de um acordo, de uma convenção, como forma de facilitar as mais diversas relações e propiciar ganhos para os seus partícipes. Não bastasse a importância de que acordos sejam cumpridos, nunca é demais lembrar – a exemplo do que diz a minha amiga D. Miriam Mangeli com relação ao cumprimento de horário, que deixa-los de lado é, via de regra, falta de educação mesmo!

            Afinal, nas relações sociais, “noblesse oblige”...



Escrito por Prof. Eugênio Maria Gomes às 14h37
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CRÔNICA: O TEMPO PASSA RÁPIDO DEMAIS!

                                                                                                                 

                                               TEMPORARIEDADE

 

 

Dois meses antes do dia programado para a viagem, ela deu início aos preparativos: comprou uma mala nova, começou a embalar as roupas que ela e a família usariam, separou documentos. No interregno entre a compra da mala e o carimbo da imigração, ela cuidou de todos os detalhes. E, agora, estavam a caminho daquela viagem inesquecível, naquela torcida para que o tempo demorasse a passar nos próximos quinze dias...

Impressionante como os dias voaram... Correu tudo bem, a viagem foi maravilhosa e, claro, temporária demais: um piscar de olhos e... Acabou!

 

Morando a muitos quilômetros de distância de seus amigos, naquele dia ele resolveu passar em uma loja de conveniências e comprar um cartão postal, com a fotografia do mais evidente centro cosmopolita da cidade de Nova Iorque, a Ilha de Manhattan. Fez questão que, na foto escolhida, estivessem evidenciados as duas torres gêmeas do World Trade Center, símbolos do centro financeiro da antiga capital americana.

O cartão postal chegou aos amigos dois dias depois do fatídico dia 11 de setembro de 2011, quando as duas torres foram ao chão. Prédios robustos, guardados como fortalezas... Temporários demais: um piscar de olhos e... Acabou!

 

Garotos e garotas saíram de suas casas, cheios de vida e de energia para usufruírem alguns merecidos dias de descanso do trabalho e dos estudos. De São Mateus, no estado do Espírito Santo, partiram para as paradisíacas praias do sul da Bahia. Uma viagem de pessoas jovens, felizes, em busca do sol, da música e das belezas naturais da cidade de Prado.

A viagem foi interrompida após uma curva, sob uma ponte, próxima à cidade de Teixeira de Freitas, na Bahia... Temporária demais: um piscar de olhos e... Acabou!

 

Em seus dois primeiros anos de vida a criança é motivo de alegria e de muitas preocupações. Quem tem filhos deve se lembrar: a criança chorou, teve dor de barriga, dor de ouvido. Sorriu, deu os primeiros passos, aprendeu as primeiras palavras. Encheu fraldas, comeu sujeiras, rolou na poeira ou na lama, aprendeu a usar o “troninho” e a não avisar de seu uso. Teve febre, tirou a noite de sono dos pais por várias vezes, cantou o primeiro parabéns e fez muita “manha”...

Os pais, que por várias vezes pensaram “tomara que essa garota cresça logo”, hoje sentem saudades do tempo em que ela era uma criança... Temporário demais: um piscar de olhos e... Acabou!

 

Ele passou em casa rapidamente, tomou um banho, pegou a mochila e dirigiu-se à faculdade. Incrível, mas, naquele final de tarde não encontrou ninguém em casa. Pegou um papel e uma caneta e deixou um bilhete sob o ímã da geladeira: “Cheguei do trabalho e fui para a faculdade. Está tudo bem, estou satisfeito igual a um pinto no lixo. Fui!”.

Foi Mesmo! Temporário demais: um piscar de olhos e... Acabou!

 

 

Como é que vai, tudo bem? “Tudo bem, feliz da vida. Troquei o carro, os negócios estão indo muito bem, ganhando muito dinheiro. Reformei a casa, comprei um televisor tela plana de quarenta e duas polegadas, estou com viagem marcada em um cruzeiro internacional, passei de ano na faculdade, meu filho tirou a carteira de motorista, minha empregada “tá” cozinhando bem pra caramba e o meu time de futebol faturou o campeonato brasileiro...”.

Carro, casa, televisor, viagem, faculdade, carteira de motorista, boa mesa, campeonato... Tudo de bom... Tudo temporário demais: um piscar de olhos e... Acabou!

 

É tudo tão temporário, tão efêmero, que, às vezes, dá aquela vontade de parar, não fazer mais nada e deixar a banda passar.

Mas a banda passa tão rápido... Tudo temporário demais: um piscar de olhos e... Acabou!

 

Por mais temporário que seja, acho que vou continuar a gastar algum tempo em planejar viagens, em enviar um cartão postal para os amigos, em pegar o carro e ir tomar sol no sul da Bahia, em curtir cada fase da vida dos meus filhos, em deixar um bilhete na geladeira, em trabalhar, estudar, em reformar a casa ou trocar o carro... Mas, pelo menos, considerando-se a temporariedade das coisas, seria bom se eu gastasse menos energia com bobagens, com a vida dos outros, com questões que não me dizem respeito, com assuntos que não me acrescentam nada como pessoa, temporal que sou...

 

Aliás, logo após o trabalho, passei na casa da minha filha e ela me mostrou uma bijuteria no formato de um anel e me pediu, toda dengosa, uma jóia da mãe ou, então, uma daquelas que tenho guardada e não uso, para derreter e fazer um anel igual à imitação que estava usando... Ouviu um não. Mais tarde, enquanto escrevia esse texto, enviou a seguinte mensagem: “Pai, pensa direitinho e me dá a sua aliança para eu fazer o anel. Não tem dedo melhor que o meu para usá-lo”.

 

Aliança... Ouro... Temporário demais: Toma que a jóia é tua, minha jóia!



Escrito por Prof. Eugênio Maria Gomes às 14h34
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CRÔNICA: ESSE NOSSO PORTUGUÊS...

                                                  

                                    A CULPA É DO LATIM

 

             Ao iniciar-me na escrita da língua portuguesa, uma das primeiras regras que me foi apresentada para cumprimento, sem qualquer tipo de negociação, é a de que antes das letras “P” e “B” deveríamos utilizar a letra “M” e que, nas demais palavras formadas por outras consoantes usaríamos a letra “N”.

 

            Eu nunca havia parado para pensar nessa aparente discriminação com a letra “N” – ou seria com a letra “M”? – na composição de algumas palavras, até que o meu amigo Humberto Luiz Salustiano Costa, que poderia muito bem ter o seu primeiro nome registrado como “Hunberto”, me chamasse à atenção para o assunto. E o questionamento do Humberto é simples: tudo bem, a professora me ensinou a escrever assim, mas, por quê? A explicação nunca me foi dada...

 

            Justificativas para a regra sim, ocorreram aos montes...

 

            Cheguei a ouvir de um dos meus filhos a explicação mais esquisita que se poderia dar para a determinação de uma das inúmeras regras da língua portuguesa ao aluno: “antes da letra “P”, de “papai”, utilizamos o “M”, de “mamãe”, para deixar o casal pertinho o tempo todo...”. Mas, e em relação à letra “B”?... “É que, a mamãe, também precisa ficar perto do bebê...”.  

 

            Uma explicação um pouco mais elaborada é a de que como as letras “M”, “P” e “B” são consideradas consoantes bilabiais, ou seja, ao serem pronunciadas os lábios se encontram para a produção do som, definiu-se que ficariam juntas na construção das palavras onde fossem empregadas.

 

            Tem ainda a estória esdrúxula, disponibilizada em alguns livros e sites na internet, de que durante um passeio de barco, as letras “P” e “B” tiveram problemas com a embarcação e foram lançadas na água. Para salvá-las estavam disponíveis as letras “M” e “N” e, por pura questão de bom senso, definiu-se que a letra mais forte, que tinha duas corcovas e três pernas, seria a responsável pelo processo de salvamento das letras náufragas, passando a andar juntas doravante...

 

            Ora, são muitos causos, muitas histórias, muitas justificativas que servem tão somente para ajudar na fixação da regra, mas, em nada colaboram para explicar de onde saiu essa regra, qual o sentido de não se poder usar a letra “N” antes das letras “P” e “B”...      

 

            Por um momento deixo de construir esse texto e vou ao encontro de nosso mestre da literatura portuguesa e brasileira, estudioso de diversas línguas, um expert no conhecimento da língua portuguesa e, acima de tudo, um produtor e socializador de conhecimento, professor José Lacerda da Cunha, para uma ajuda na resposta ao Humberto, que já se encontra próximo da insônia por tentar desvendar o mistério...

 

            O professor Lacerda foi categórico: “Pura convenção”. E completa que, uma outra explicação seria a de que  “todas as línguas que evoluíram diretamente do latim ou foram, de alguma forma, influenciadas por ele, seguem a sua regra ortográfica. No latim utiliza-se a letra ”M” antes das letras “P” e “B”...”. E pronto!

 

E pronto?!?  Devo entender, então, que a utilização dessa regra advém, exclusivamente, de uma convenção ou, então, da sua aplicação em uma língua morta, que não possui mais nenhum falante nativo vivo?

 

De fato o latim, antiga língua oficial do Império Romano e, posteriormente, da própria igreja católica e, por conseguinte, de muitos pensadores, cientistas, filósofos e acadêmicos cristãos, nas mais diversas partes do mundo, na sua forma vulgar, assim denominada em função da sua utilização na forma popular e inculta, é a língua ancestral de várias outras línguas, a exemplo do espanhol, do italiano, do francês e, também, do português.

 

Em sua forma culta, clássica, o latim ainda é a língua oficial do Estado do Vaticano e continua a ser ensinado em algumas escolas, nas séries iniciais, em alguns países. No Brasil não... Há muito tempo deixamos de ouvir o latim nas missas e celebrações católicas

 

            Mas, e daí? Por que não escrever a letra “N”antes das letras “P”e “B”?

.          

            Imagine se alguém ganhar um enpurrão e machucar o unbigo, ser conduzido através de uma anbulância, daquelas que seguem pelas ruas com a lânpada acesa, receber de presente uma bonba ou uma caixa de bonbons de cortesia e perceber que tudo o que ele precisava era de uma linpeza de ouvido e a alegria de uma roda de sanba?

 

            Por mais confuso que esteja o texto, não se manteria assim, sem pé nem cabeça, se eu tivesse utilizado a letra “M”, conforme determina a nossa ortografia?

 

            Parece que, de fato, carecemos de uma motivação, de uma utilidade, para a aplicação da regra...

 

            E eu aqui, com o eco da pergunta do Humberto Luiz na cabeça: por quê? Por quê?  Por quê?...

            Por enquanto Humberto, apenas uma resposta: a culpa é do latim!



Escrito por Prof. Eugênio Maria Gomes às 14h32
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CRÔNICA SOBRE A CORRUPÇÃO DELTA / CACHOEIRA

                                         

                                           A ONÇA E A CACHOEIRA

  

      O programa “Bom dia Brasil”, da última quarta-feira, noticiou o aparecimento de uma onça em Brasília... Membro da família das suçuaranas.

 

      A suçuarana é um animal com tendência à solidão, que prefere caçar sozinha e, via de regra, habita montanhas, desertos e florestas de difícil acesso para o seu principal predador, o homem.

 

      Mas, o que uma suçuarana foi fazer nas proximidades do estacionamento do Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, por volta de meio dia?

 

      Relacionei três possíveis explicações para esse passeio da onça ao planalto...

 

      PRIMEIRA SUPOSIÇÃO: Quem transita pelas ruas, calçadas, parques e jardins de Brasília percebe como falta gente, burburinho, pessoas naquele vai e vem, no plano piloto da cidade... Brasília deve disputar se não o primeiro, um dos primeiros lugares entre as cidades mais sem gente nas ruas do país...

 

      Brasília, aliás, tem sempre muito pouca gente, também, nos palácios e monumentos de concreto projetados por Niemayer, o nosso centenário arquiteto, amante do cimento e inimigo mortal do verde, do arejamento, das portas e das janelas...

 

      Como esse espécime de onça gosta de lugares ermos, solitários, Brasília parece ser um bom lugar para o passeio do felino...

 

      SEGUNDA SUPOSIÇÃO: No mesmo dia em que a onça foi vista na capital federal, estava previsto o desembarque na cidade do contraventor Carlos Augusto Ramos, mais conhecido como Carlinhos Cachoeira, com alojamento garantido no Complexo Presidiário da Papuda, em Brasília.

 

      É bem possível que a onça tenha pensado: “se o Carlinhos Cachoeira pode ser transferido do presídio de segurança máxima de Mossoró para Brasília, eu também posso sair da mata e dar um passeio pela capital...”. 

 

      TERCEIRA SUPOSIÇÃO: Nunca antes, na história desse país, vimos e convivemos com tanta corrupção. Em todos os poderes constituídos foram registradas ocorrências de corrupção...

 

      Destaque para o poder legislativo, em todas as instâncias, com enxurradas de deputados estaduais, deputados federais e senadores, nos mais diferentes pontos do território brasileiro, protagonizando cenas que acabaram por constranger a performance de uma outra parcela de bons e sérios legisladores existentes na república a exemplo, ainda bem, dos nossos principais representantes na câmara estadual e no Congresso Nacional.

 

      Bom, eleitor que insiste em votar em candidato sem olhar o seu currículo, que troca o seu voto por benesses pessoais, que não observa o interesse coletivo ao designar um representante político, bem que merece ser denominado de “anta”. Como esse animal gosta de habitar próximo aos rios e lagos, a onça pode ter ficado com ciúmes e se sentido no direito de dar um passeio pelo Lago Paranoá, em Brasília... 

 

      Dentre as possibilidades elencadas, confesso que pairaram dúvidas sobre o fator motivador desse aparecimento, inesperado, de uma onça-parda em Brasília...

 

      Na cidade, berço do parlamento, onde deputados e senadores deveriam permanecer a maior parte de seu tempo de trabalho, mas, não o fazem, até uma onça pode ir passear sem problemas... Se bem que, se o objetivo do animal fosse saciar a sua fome (e tomara que o faça com um político preguiçoso), o animal deveria procurar pelos parlamentares em suas fazendas, em suas casas de campo, em seus apartamentos nas orlas, todos localizados bem distantes de Brasília...

 

      Se a questão fosse, de fato, imitar a anta e tomar um bom banho nos lagos artificiais de Brasília, a suçuarana estaria em uma das Asas da cidade e não em um estacionamento no centro da cidade...

 

      Sobrou a fantástica articulação do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira... Uma nefasta atuação contra o patrimônio público que bem poderia ter como símbolo a aranha caranguejeira, um animal solitário, também conhecido como tarântula, com suas enormes patas com duas garras em suas pontas, haja vista a quantidade de negócios ilícitos realizados por suas empresas com os mais diversos órgãos, mandatários e governos.

 

      É isso! A onça parda, a suçuarana, apenas queria tomar um banho nas águas do Carlinhos... Um bom banho de cachoeira!  

 



Escrito por Prof. Eugênio Maria Gomes às 14h31
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CRÔNICA SOBRE O TRÂNSICO CAÓTICO DE CARATINGA

                           

                                                 ACENOS DE SABEDORIA!

 

            Ao final da tarde, iniciei o meu trajeto, saindo da faculdade com destino à Praça Getúlio Vargas. Logo na saída do estacionamento, enquanto aguardava uma brecha na fila de veículos da Avenida Moacir de Matos, ela passou pela calçada...

 

            Aparentemente frágil, movida por mais de oitenta anos de história, apresentando as indeléveis marcas do tempo, com um andar lento e amparada por uma bengala, olhou em minha direção, sorriu e acenou-me com um leve movimento de cabeça..

 

            Aos poucos, consegui me posicionar na fila de veículos, até que depois de alguns minutos, consegui chegar ao sinal localizado ao final da Avenida Moacir de Matos, entroncamento com a Rua D. Julica. Enquanto aguardava a liberação do semáforo, ela passou pela faixa de pedestres, em direção ao outro lado da Avenida...

 

            Aparentemente frágil... 

 

            Sinal verde, fila lenta, ainda assim, iniciei a travessia do entroncamento. Passei pelos fundos da Catedral de São João Batista e atingi, a duras penas, a próxima faixa de pedestres, localizada próximo ao Colégio Estadual Princesa Isabel. Entre as pessoas que atravessaram a faixa lá estava ela...

 

            Aparentemente frágil, movida por mais de oitenta anos de história, apresentando as indeléveis marcas do tempo, com um andar lento e amparada por uma bengala, olhou em minha direção, sorriu e acenou-me com um leve movimento de cabeça..

 

                        Terminada a travessia, arranquei com o veículo e, lentamente, me dirigi à esquina da Praça Cesário Alvim com a Avenida Benedito Valadares, logo após o prédio da Caixa Econômica Federal. Enquanto aguardava a oportunidade de entrar na Avenida, ela passou à minha direita, na calçada...

 

            Aparentemente frágil... 

 

            Alguns minutos se passaram e, por fim, um caminhão permitiu a minha entrada na Avenida. Leia-se entrada... Permaneci ali, por algum tempo, com uma parte do carro na Avenida e, a outra, na esquina da Praça Cesário Alvim... Lentamente o trânsito começou a fluir... Um pouco mais adiante do Edifício Monte Azul, já parado novamente, olhei para a direita e a vi, passando pela calçada... Antes que eu pudesse disfarçar e retornar o olhar para a interminável fila de veículos, ela me viu...

 

            Aparentemente frágil, movida por mais de oitenta anos de história, apresentando as indeléveis marcas do tempo, com um andar lento e amparada por uma bengala, olhou em minha direção, sorriu e acenou-me com um leve movimento de cabeça..

 

            Depois de algum tempo, consegui chegar ao semáforo existente no entroncamento da Avenida Benedito Valadares com a Rua Dr. José de Paula Maciel, bem próximo da faixa de pedestres, logo após o prédio que abriga a Casa Ziraldo de Cultura. Enquanto aguardava a liberação do semáforo, ela chegou à esquina da Avenida e, antes de iniciar a travessia da faixa de pedestres, em direção ao Cine Brasil, virou-se em minha direção...

 

            Aparentemente frágil... 

 

            Depois de ficar parado ali alguns minutos, observando pedestres e motoristas desrespeitarem as faixas, de ver um homem, aparentemente bêbado abraçar e cantar junto à estátua do Agnaldo, prossegui lentamente o meu roteiro, em direção ao estacionamento da Praça Getúlio Vargas...

 

            Sinalizei para a direita, parei um pouco antes de atravessar a calçada e esperei que ela passasse a minha frente...

 

            Aparentemente frágil, movida por mais de oitenta anos de história, apresentando as indeléveis marcas do tempo, com um andar lento e amparada por uma bengala, sorriu e acenou-me com um leve movimento de cabeça..

 

            Ela, em todos os seus cumprimentos daquele percurso, jamais me dirigiu uma palavra sequer... Apenas, me olhou... Sorriu... E acenou com a cabeça... De fato, nada precisava ser dito... Tudo já tinha sido dito!

 

            Símbolos utilizados para me dizer: é preciso muita paciência e muita preguiça para utilizar o carro em um percurso tão pequeno, nesse caótico trânsito de Caratinga...



Escrito por Prof. Eugênio Maria Gomes às 14h29
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CRÔNICA: DETERMINAÇÕES DA REALEZA

                    

                             AS SETE DETERMINAÇÕES DO REI

 

            O rei convocou os seus súditos mais próximos para uma grande festa. Pediu-lhes que vestissem a sua melhor roupa, que colocassem todos os adornos, que gastassem o seu melhor perfume e que convidassem a todos, os parentes mais distantes, os amigos e, até, os amigos dos amigos.

 

Insistiu para que não faltassem, pois, antes que se iniciasse, oficialmente, a festança, faria um pronunciamento que mudaria a história do lugar, das pessoas e o futuro das novas gerações...

 

Assim, a notícia se espalhou rapidamente, como fofoca em cidade de interior e, em pouco tempo, todo o reino já sabia e se preparava para a maior festa de todas e, claro, para o mais importante pronunciamento do rei.

 

Por pouco não acabou o estoque de tecidos, de água de cheiro, de chapéus e laços de fita e de joias e bijuterias das lojas de toda a região.

 

Eram seis horas da tarde e o “lusco fusco” causava algum incômodo quando começaram a chegar as primeiras carruagens, os primeiros cortejos, as primeiras liteiras transportando as pessoas mais importantes. Em pouco tempo, antes mesmo que a hora crepuscular tivesse fim, todo o reino já estava reunido, aguardando o pronunciamento do rei e a autorização para o início da festança.  

 

Ao toque dos clarins, o silêncio se fez, absoluto, na multidão. A porta de acesso à sacada principal do palácio real se abriu devagar e o rei pôde ser visto, admirado, temido e adorado...

 

- Meus súditos... Aliás, meus amigos! Doravante, é assim que irei chamá-los!

 

Uma explosão de espanto, de alegria, tomou conta de todos. Jamais, em tempo algum, seus ouvidos tinham recebido um cumprimento tão especial, tão próximo, como se fizessem parte da rede de relacionamentos íntimos do rei. Ovacionaram o monarca por um longo tempo, tornando-o mais soberano que nunca...

 

- Meus caros amigos, hoje tenho um importante pronunciamento a fazer e foi, por isso, que pedi aos meus assessores que preparassem uma grande festa... Para comemorarmos um novo tempo, uma nova trajetória para as nossas vidas.

 

Terminada suas primeiras palavras, o rei fez um sinal a um de seus assessores e, imediatamente, se apresentou o primeiro ministro, já com um pergaminho aberto, no qual constavam sete resoluções:

 

1 – A partir de hoje, por determinação real, a carga de impostos será reduzida para os súditos mais pobres e aumentada para os mais ricos.

 

- Viva o rei! Viva o rei! Longa vida ao rei!  

 

2 - Todos os direitos constitucionais básicos serão, efetivamente, garantidos. Saúde, educação, transporte e moradia de qualidade, totalmente por conta do erário público, para todos os que dele precisarem e não dispuserem de recursos suficientes.

 

- Viva o rei! Viva o rei! Longa vida ao rei!

 

3 – A partir de hoje fica extinta, definitivamente, toda forma de corrupção na coroa. Ninguém poderá, em hipótese alguma, provocar desvio de verbas, fazer mau uso da coisa pública ou enriquecer de maneira ilícita.

 

- Viva o rei! Viva o rei! Longa vida ao rei!  

 

4 – Todas as despesas do reino serão ordenadas em função do programa de governo aprovado, bem como das audiências públicas que passarão a ser realizadas nos condados, para que meus súditos possam escolher a destinação a ser dada às suas contribuições ao erário. Haverá, a partir dessa data, prestação de contas de tudo o que se arrecada e, também, de tudo o que se gasta, de forma clara, socializada e rotineira.

 

- Viva o rei! Viva o rei! Longa vida ao rei!  

 

5 – Doravante, a educação terá um lugar de destaque em nosso reinado. Valorizaremos mais os professores, fornecendo-lhes melhores condições de trabalho e salários dignos, compatíveis com o importante papel que desempenham. Aos alunos serão fornecidos livros, uniformes, merenda de qualidade e, principalmente, aulas criativas, consistentes e impregnadas do melhor conteúdo possível.

 

- Viva o rei! Viva o rei! Longa vida ao rei!  

 

6 – Como sexta e penúltima medida, o rei determina que todos façam silêncio absoluto para que possam ouvir a última e definitiva determinação real, que será proferida pelo próprio, permitindo-se, no entanto, a aclamação “Viva o rei! Viva o rei! Longa vida ao rei!”.

 

- Viva o rei! Viva o rei! Longa vida ao rei!  

 

7 – Meus súditos, obrigado por virem aqui me conceder essa alegria. Podem voltar para as suas casas e suas mazelas: 1º de abril! 1º de abril! 1º de abril!



Escrito por Prof. Eugênio Maria Gomes às 14h26
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ARTIGO "A GESTÃO DA COISA PÚBLICA"

    

                                    A GESTÃO DA COISA PÚBLICA

 

            Um dos maiores entraves para o melhor funcionamento da Administração Pública é, justamente, o fato de ela não poder se desenrolar com a mesma desenvoltura com que a administração privada programa os seus negócios e gerencia as suas organizações, de maneira especial, no que se refere à gestão dos Recursos Humanos, quer seja em relação ao processo de recrutamento e seleção, quer seja em relação aos processos de treinamento, desenvolvimento, remuneração, retenção e dispensa de funcionários.


            Há quem considere como o maior entrave à aplicação dos métodos da administração privada na administração pública a Lei de Responsabilidade Fiscal. Longe de ser verdadeiro, tal raciocínio apenas demonstra desconhecimento de como funciona uma empresa privada, bem sucedida. É que assim como a administração pública possui o seu balizamento sobre gastos, tanto em relação ao montante, quanto a destinação do dinheiro público, a administração privada, também, possui os seus limites orçamentários.

 

            Uma organização privada, independente do ramo de negócio que atue, para ter o mínimo de condições de atingir o seu objetivo maior, o de dar lucro, precisa seguir à risca uma simples equação matemática, onde da receita total são subtraídos todos os custos, fixos e variáveis.

 

Além disso, nas instituições privadas os custos são alocados em centros de custos próprios, os investimentos são direcionados para os principais fatores críticos de sucesso, impostos pelo mercado, a satisfação dos consumidores é medida através de pesquisas e, principalmente, pelo volume de vendas de produtos e serviços ou pela carteira de clientes e de negócios efetuados em determinado período. Os acionistas, sócios ou conselhos diretores, são municiados, mensalmente, por relatórios, por prestações de contas.

 

            Nesse particular, a administração pública não pode ser diferente. Não obstante ela não visar o lucro, é imprescindível que ela busque o melhor resultado. Que procure aumentar, de forma socialmente justa, a sua arrecadação, que procure eliminar despesas desnecessárias, que os gestores sejam compromissados com a boa gestão dos recursos, que procure gastar cada centavo exclusivamente em ações que visem ao bem comum. Que o resultado da equação matemática, qual seja, a diferença entre o que arrecada e o que se gasta, seja sempre igual ou maior que zero.

 

            Os gestores públicos precisam fazer, até para a sua própria permanência no cargo, uma boa prestação de contas para os seus administrados, sob o risco de, ao não fazê-lo, serem mal avaliados pelo “mercado” através do voto.

 

Existem, também, outros conceitos administrativos que podem ser aplicados nas duas modalidades de administração.

 

A administração privada utiliza uma importante ferramenta de gestão, denominada planejamento estratégico. Através dela, a organização passa a ter uma missão conhecida, identificando claramente qual é o seu papel, a razão da sua existência, quem são os seus clientes, qual é o seu negócio, os seus valores. Através do planejamento, a organização define a sua visão de futuro, os seus objetivos, projeta o que quer ser em um determinado espaço de tempo, traça as suas estratégias e implementa o plano de ação para cumprimento de cada meta estabelecida.

 

A administração pública, também, deveria aplicar o planejamento estratégico na gestão da coisa pública. Poderia começar esclarecendo, para seus próprios integrantes, qual a sua razão de existir, qual o seu papel em relação à população, assumir, de fato, a sua função de prestadora de serviços e reconhecer cada cidadão, independente da qualidade e direcionamento do voto dado, como seu cliente. Deve, sempre, ter como fundamento de sua atuação determinados valores morais e éticos. Os gestores eleitos deveriam responder a uma importante pergunta, logo no início de seus mandatos: que cidade, estado ou país queremos ter daqui a quatro anos? Respondida a pergunta, poderiam definir as metas a serem alcançadas, as estratégias a serem desenvolvidas.

 

Poderíamos aplicar, nas duas modalidades de administração, outros conceitos administrativos, mas, vamos ao calcanhar de Aquiles da administração pública... A Gestão de Pessoas!

 

A administração privada tem, respeitadas as normas trabalhistas de proteção e respeito à igualdade e isonomia dos trabalhadores, a mais ampla liberdade na escolha de seus colaboradores. Atua, de forma muito contundente, sob a égide da meritrocacia. Faz recrutamento direcionado para o cargo e função disponíveis, exige qualificações capazes de satisfazer suas necessidades de mão de obra, escolhe os melhores dentro de um elaborado e eficiente processo seletivo, remunera em função de resultados, treina e desenvolve as pessoas em função de exigências mercadológicas, promove rodízios e enquadra a mão de obra em departamentos específicos e demite, mesmo que sujeita ao pagamento de indenizações, quando o funcionário não atende mais as suas exigências ou em uma eventual necessidade de redução de custos ou diminuição da produção.

 

A administração pública, nesse quesito, encontra-se amarrada. Acordos políticos precisam ser cumpridos, gestores são chamados a ocuparem cargos e a desenvolverem funções que desconhecem, as indicações de ocupantes de cargos secundários aparecem logo no início do mandato e a base da pirâmide, o nível operacional, torna-se um verdadeiro cabide de empregos, compromissados que foram, os gestores eleitos, com as lideranças partidárias durante o período eleitoral. O mérito é desconsiderado, os custos com a folha de pagamento se avultam, a remuneração, fixa e baixa, faz com que o funcionário se limite a “bater o cartão” e, a demissão de funcionário contratado significa, via de regra, um desentendimento qualquer com um grupo, um partido ou correligionário. Demissão de membro efetivo do quadro, então, nem pensar – há a estabilidade constitucional.

Mas, até na gestão de pessoas, alguma coisa da administração privada pode ser aplicada à administração pública. Por exemplo, não contratar funcionários além do limite da razoabilidade, fazê-lo através de concurso público hígido, submetendo todas as indicações ao mais transparente e efetivo processo seletivo, buscar conciliar as qualidades técnicas com as ideologias político-partidárias, aplicar o sistema de gratificação por mérito, implementar um sistema rotineiro de treinamento e desenvolvimento das pessoas e entender, de uma vez por todas, que os funcionários da administração pública não são funcionários de um prefeito, governador ou presidente da república... São funcionários de uma cidade, de um Estado ou de um país...

 

É preciso fazer com que o funcionário público entenda que ele não tem, apenas, um emprego... Ele é um importante, fundamental, prestador de serviços públicos destinados aos cidadãos, pagadores de impostos, provedores de seu salário!



Escrito por Prof. Eugênio Maria Gomes às 14h22
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